Viver em constante desafio para salvar vidas é o trabalho de mais de 5 mil intensivistas(3.500 homens e 1.700 mulheres) que atuam nas unidades de terapia intensiva (UTI´s), públicas e privadas, do Brasil. A informação é da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) que no dia 10 de novembro, sexta-feira, comemora o DIA DO INTENSIVISTA.
Representada na maioria por médicos, os intensivistas também são aqueles que integram uma equipe multidisciplinar que atua nas UTI´s e são formadas por: psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, enfermeiros e nutricionistas. Esses profissionais utilizam recursos: humanos e tecnológicos para encontrar caminhos para tornar a vida possível quando ainda ela pode se manifestar. A atuação dessa equipe no complexo UTI visa reduzir a morbidade e mortalidade sempre que possível e manter os pacientes nas melhores condições de acordo com seu quadro clínico.
Atualmente, no Brasil, há 21 mil leitos espalhados nos hospitais, de acordo com o Ministério da Saúde (MS), mas ainda não há um número correto de profissionais para atender todas as demandas das UTI´s. “Nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais existem o maior contingente de intensivistas. A AMIB batalha de forma positiva para capacitar os médicos e profissionais de saúde para atender as necessidades de cuidados especiais aos pacientes críticos edespertar o interesse da nova geração de médicos para essa especialidade”, afirma Dr. José Maria da Costa Orlando, Presidente da AMIB.
Hoje, os recursos disponibilizados proporcionam que a vida tenha uma segunda chance nas UTI´s nos momentos em que ela se revela mais vulnerável. Apesar dessa importante função, a sociedade desconhece o médico intensivista e os benefícios de uma UTI.
“A especialidade foi reconhecida no Brasil desde 2003 pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Porém desde 1980, os intensivistas articulavam-se pelo País por meio da AMIB acompanhando o movimento da medicina intensiva nos Estados Unidos
Qual o perfil do INTENSIVISTA? - O médico intensivista tem a função de liderar a equipe multidisciplinar no atendimento aos pacientes graves. O perfil desse profissional destaca-se pelo forte espírito de trabalho, bom senso, agilidade de pensamento, ação, equilíbrio e serenidade frente nas situações de emergências. Cabe a ele comunicar a morte de um paciente. “Nós trabalhamos, constantemente, numa margem muito estreita entre a estabilidade e a rápida deteriorização clínica, às vezes irreversível”, afirma Marcelo Moock, da Diretoria da AMIB.
A sabedoria, o discernimento para orientar familiares e a equipe nos caminhos de luta e resignação, o conhecimento da bioética e a força para promover a convivência harmoniosa e produtiva num ambiente caracterizado pela interdisciplinaridade são características essenciais que esses os profissionais de medicina intensiva devem ter”, ressalta Moock.
Para ser um intensivista, o profissional precisa cursar residência médica em medicina intensiva e especializar em: adulto, pediátrica ou neonatal. Pode ser também uma segunda especialidade. O médico pode ser cardiologista e intensivista.
As Universidades já oferecem essa disciplina. O profissional também pode freqüentar os cursos de especialização oferecidos pela AMIB e reconhecido pelo MEC.